Por Miriam Leitão
O Brasil, nos últimos 20 anos, saiu de baixo para alto desenvolvimento humano, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Isso é para ser louvado. Foram muitas as conquistas.
A expectativa de vida do brasileiro, por exemplo, aumentou nove anos nesse período.
Esse é o resultado de um trabalho coletivo, de dois governos que são adversários no campo político - Fernando Henrique e Lula, e das famílias, das ONGs, da democracia.
A Constituição de 1988 estabeleceu a preocupação com a redução da desigualdade, da pobreza, o que levou à criação do SUS, por exemplo, que apesar de todos os defeitos, aumentou o atendimento à mulher gestante, à criança.
Há muitos datos para comemorar, mas também muitos pontos de preocupação. Quando o Brasil olha para trás, vê o quanto melhorou em relação a ele mesmo. Quando olha para o lado, nota que há países que avançaram mais.
Ainda temos muito a fazer e temos que concentrar os esforços na educação. O Brasil colocou toda criança na escola, melhorou o acesso ao ensino fundamental, mas o médio está no gargalo. O Brasil tem que avançar ainda mais.
É preciso melhorar a educação, porque estamos na era da economia do conhecimento e se perdermos essa batalha teremos perdido a guerra.
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Meu comentário: Interessante é que quando a notícia é boa, o mérito é do FHC também...
Experimentamos uma expansão na educação, principalmente no aumento dos números das faculdades, sem falar na internet e no seu salto. Isso gerou um aumento considerável na massa crítica, porém qual a qualidade da massa crítica? A maioria dos notíciarios das emissoras têm seus comentaristas de economia que são donos de empresas de consultorias que trabalham para os grandes empresários. Estes defendem que a economia no Brasil andasse de rédeas soltas sem a intervenção do governo, no entanto, um país em desenvolvimento precisa da intervenção do governo para dar foco nas áreas da maior prioridade, o que uma economia totalmente livre nao faria, e só enriqueceria quem já é, sem se preocupar com a melhor distribuição de renda. Os méritos dessa melhoria no IDHM são decorrentes de políticas voltadas para distribuição e equilíbrio da renda.

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