Este vídeo foi produzido há 47 anos, véspera do início da Zona Franca de Manaus, mas nos mostra uma realidade muito presente em nossos dias.
O que quero chamar para reflexão, é que nosso estado sofreu sérias consequências pela má gestão e pela falta de planejamento visando o longo prazo, gerenciar as riquezas de outrora com vistas a manutenção da economia e de novas possibilidades para um futuro sustentável. Manaus no seu apogeu, metrópole encravada no meio da selva, simbolizava um novo mundo, um Amazonas esquecido, mas vivo. Região até então maldita nos interiores onde habitavam os prisioneiros do desconhecido, mas promissora em sua jovem capital.
O que quero chamar para reflexão, é que nosso estado sofreu sérias consequências pela má gestão e pela falta de planejamento visando o longo prazo, gerenciar as riquezas de outrora com vistas a manutenção da economia e de novas possibilidades para um futuro sustentável. Manaus no seu apogeu, metrópole encravada no meio da selva, simbolizava um novo mundo, um Amazonas esquecido, mas vivo. Região até então maldita nos interiores onde habitavam os prisioneiros do desconhecido, mas promissora em sua jovem capital.
No entanto, o ano de 1966 em que foi gravado este curto documentário, mostra que a falta de planejamento encerrou mais um ciclo econômico, e devolveu ao Amazonas o título de região mais subdesenvolvida do país, que voltava de sua época áurea do ciclo da borracha, para subsistência da juta, madeira, guaraná e os resquícios da velha borracha. A borracha, outrora ouro da amazônia, forjava a verdadeira filosofia do "Vale quem tem" e vedava os olhos dos neófitos administradores de então, achando estes que um futuro de desafios nunca chegaria, e que além de esbanjadores, maltratavam o soldado da borracha com os míseros salários. A megalomania desenfreada foi um dos seus maiores erros. Mas, será que estes erros megalomaníacos de fato foram superados e não mais ocorrem? Penso eu que não. Enquanto temos tantas necessidades básicas neste interiorzão amazônida, e que ainda vivem uma realidade muito atrelada ao passado econômico aterrador, governante e legisladores aprovam a construção de um estádio que custará aos cofres mais de R$ 700 milhões.
A ZFM criada um ano após este vídeo está decadente e ainda é corriqueiramente atacada, pois seus frutos ainda não alimentaram o interior do estado, suas raízes ainda não se fincaram de fato, e seu legado desenvolvimentista, pasmem... ainda não convenceram nossos irmãos de estados vizinhos. Uma atitude urge!!!
A ZFM criada um ano após este vídeo está decadente e ainda é corriqueiramente atacada, pois seus frutos ainda não alimentaram o interior do estado, suas raízes ainda não se fincaram de fato, e seu legado desenvolvimentista, pasmem... ainda não convenceram nossos irmãos de estados vizinhos. Uma atitude urge!!!
E a falta dessa atitude, na verdade nos mostra que este passado ainda está muito presente...
O que fica ao assistir o documentário, é uma nostalgia penetrante quando podemos rever a Cachoeira Alta do Tarumã que já não existe e algumas ruas que os mais contemporâneos da época irão relembrar.
O que fica ao assistir o documentário, é uma nostalgia penetrante quando podemos rever a Cachoeira Alta do Tarumã que já não existe e algumas ruas que os mais contemporâneos da época irão relembrar.
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