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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Quem soltou os fogos?!


Por Ricardo Maia

Com a amplitude desse momento e repercussão dos acontecimentos, não podemos deixar de observar os fatos e cobrar as coisas de quem realmente deve ser cobrado. Quem almejou e pediu para que Manaus fosse subsede da copa do mundo? Houve audiência pública para que a população decidisse sobre isso? houve plebiscito? A "felicidade" foi em detrimento da contrapartida que esse evento traria: mobilidade urbana, estrutura logística, estrutura hoteleira, aquecimento industrial e comercial, geração de empregos, segurança pública, irradiação do desenvolvimento para o interior, etc. Hoje falta menos de um ano para a copa, e onde você vê qualquer resultado disso?... Os fogos estourados no dia da eleição da cidade não foram da população, mas das empreiteiras e dos políticos locais (GOVERNO e MUNICÍPIO) que financiaram essa obra com dinheiro do BNDES e da CAIXA ECONOMICA FEDERAL, com o consentimento da maioria dos deputados estaduais que foram eleitos (ALGUNS NÃO FORAM A FAVOR) O que o Governo Federal fez e tem feito, foi de disponibilizar recursos para as obras necessárias que foram citadas acima e que não foram feitas por falta de planejamento dos governos regionais, e fica a pergunta: Porque nao fizeram? Quem ganha com isso? Mas, sabe quem vai pagar esse empréstimo desse monumento à megalomania? Eu e você!!!! USE SEU SENSO CRÌTICO, NÃO ACREDITE APENAS NO QUE LÊ!! PESQUISE!!!

Segue abaixo publicação sobre o tema:

Nota à imprensa: esclarecimentos sobre investimentos do governo federal para a Copa do Mundo

Por Blog do Planalto

A matéria veiculada pelo Portal UOL na manhã deste domingo (23), assinada por Rodrigo Mattos e Vinicius Konchinski, distorce informações, faz relações incorretas e induz o leitor a uma interpretação errada dos fatos. Cabe esclarecer o seguinte:
- Não há um centavo do Orçamento da União direcionado à construção ou reforma das arenas para a Copa.
- Há uma linha de empréstimo, via BNDES, com juros e exigência de todas as garantias bancárias, como qualquer outra modalidade de crédito do banco. O teto do valor do empréstimo, para cada arena, é de R$ 400 milhões, estabelecido em 2009, valor que permanece o mesmo até hoje. O BNDES tem taxas de juros específicas para diversas modalidades de obras e projetos. O financiamento das arenas faz parte de uma dessas modalidades.
- Não houve qualquer aporte de recursos do Orçamento da União nos últimos anos para a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília). Portanto, a matéria do UOL está errada. Não há recurso algum do Orçamento da União para a obra de nenhuma das arena, o que inclui o Estádio Nacional Mané Garrincha.
- Isenções fiscais não podem ser consideradas gastos, porque alavancam geração de empregos e desenvolvimento econômico e social, e são destinadas a diversos setores e projetos. Só as obras com as seis arenas concluídas até agora geraram 24.500 empregos diretos, além de milhares de outros indiretos, principalmente na área da construção civil.
- É importante reforçar que todos os investimentos públicos do Governo Federal para a preparação da Copa 2014 são em obras estruturantes que vão melhorar em muito a vida dos moradores das cidades. São obras de mobilidade urbana, portos, aeroportos, segurança pública, energia, telecomunicações e infraestrutura turística.
- A realização de megaeventos representa para o país uma oportunidade para acelerar investimentos em infraestrutura e serviços, melhorando as cidades e a qualidade de vida da população brasileira. Os investimentos fortalecem a imagem do Brasil, de seus produtos no exterior e incrementa o turismo no país, gerando mais empregos e negócios para o povo brasileiro.

Ministério do Esporte

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Terrorismo Mediático



Por Roberto Amaral
Presidente Dilma, por favor não dê ouvidos aos áulicos da tragédia
‘O boom, e não a retração, é o momento certo para a austeridade’.
John Maynard Keynes
 O terrorismo mediático foi o grande vencedor da semana finda, construindo o ambiente de crise, inibindo investidores e consumidores e acuando o governo.
No plano da discussão política logrou dominar a pauta com as teses da ‘austerismo’ que estão asfixiando a Europa, ao dar prioridade aos credores sobre os trabalhadores. Esta opção está no cerne de um modelo  econômico que não se preocupa com baixo crescimento e vê no desemprego e nos baixos salários solução para tudo.
Exultam os traficantes das bolsas e especuladores de todos os naipes.  Suas vítimas são os trabalhadores e os assalariados em geral, e o crescimento já é apontado como inimigo do país. A grande imprensa comemora a queda da popularidade da presidenta. Ponto para os jornalões.
A inflação tem várias raízes. Tem as econômicas, as financeiras e tem as subjetivas,   derivadas  da criação da expectativa de sua eclosão.  Se o ‘mercado’ precisa de inflação em alta ele diz aos seus porta-vozes que haverá inflação e, falando todo dia em inflação, uma mera expectativa (artificial ou não) de inflação se transforma mesmo em inflação. O país que se dane.  Esse jogo é o jogo do chamado e decantado ‘mercado’. Quanto mais invisível mais senhor de baraço e cutelo da economia e da política, e todos conhecem os jogos de boatos fazendo subir e baixar ações para a acumulação dos especuladores.
Toda inflação pede combate, embora o sempre saudoso mestre Furtado nos lembrasse que uma pequena inflação como preço do crescimento poderia – e deveria – ser tolerada, desde que, claro, o crescimento lhe fosse superior. Era um pilar da sua crítica à política de Malan/FH. Mas entre nós  há  inflação real, sob controle, e há uma inflação subjetiva, desejada,  recessivista, saudosa do ‘austerismo’ estéril que só produz desemprego, queda de poder de compra dos salários, e muita concentração de renda.
As motivações são várias, desde evidentes  intenções políticas (na verdade as eleições de 2014 já estão sendo travadas em 2013), às tentativas de desestabilização de governo, a desconstituição da parte boa de uma  política econômica, a qual, com erros e acertos, jamais abdicou da busca do desenvolvimento  (de que é produto objetivo o virtual pleno emprego),  e da distribuição de renda, esta principalmente por intermédio dos reajustes do salário mínimo. Pois os reacionários já gritam como solução para o ‘surto inflacionário’: menos emprego e redução dos salários!
Toda inflação é intolerável mas essa que aí está, cadente (em cinco meses só mostrou a cara em um!), em  hipótese nenhuma representa ameaça ou desarranjo. Sua criação deriva da necessidade de abalar a popularidade da presidente.
Anunciando há meses uma pressão inflacionária que a população não vinha sentindo, a grande imprensa construiu a inflação necessária para voltar a falar na necessidade de promover desemprego, redução de salários,  revalorização do real, ou seja, tudo aquilo que não interessa ao nosso povo e à nossa economia. Em doses homeopáticas o receituário neoliberal que esta destruindo a União Europeia.
Quando o respeitável público resiste a se convencer de que a realidade de seu dia-a-dia não é uma tragédia, o mercado especulativo e seu porta-voz, a imprensa, lançam mão de ‘autoridades’ nativas e internacionais.  São  ‘consultorias’ comandadas por ex-funcionários do BC e até por ex-ministros como a de um ‘economista’ que no governo Sarney levou a inflação a 1.764,86 ano, entregando o ministério em março de 1990 com uma inflação mensal de 84%!  As consultorias internacionais são verdadeiros cassinos aquelas ‘agências’  que vendiam certificados de garantia para os bancos da Europa e dos EUA que estouraram em 2007/2008.
Agora, os ‘economistas mediáticos’ estão encantados porque a Standard & Poor’s, uma ‘agência de rating’, ameaça alterar sua própria classificação sobre o Brasil. Diz um comentarista entusiasmado com as notícias que vêm de fora: “Para os agentes do mercado e a mídia maistream, o que conta é a percepção [e não os fatos] de que a política econômica de Dilma Rousseff desandou de vez. O último prego no caixão foi a nota da Economist, reiterando criticas que já havia feito seis meses atrás”.
É assim a sabujice ideológica.
Se a  Av. Paulista ou a Praça Mauá precisam do aumento do dólar, a alta do câmbio vem a trote. Nas duas hipóteses, várias fortunas se fazem. Não adianta dizer que a inflação, baixa, é cedente porque a grande imprensa diz que estamos sob ‘alta inflacionária’ e de tanto dizê-lo atende aos interesses dos sabidos e induz os incautos ao erro. Não adianta dizer e comprovar mil vezes que é mínimo o risco de a depreciação cambial contaminar a inflação (para cada alta de 10% no câmbio há um incremento de 0,38 ponto percentual na inflação).
Os rentistas aplaudem, pois a receita é aumentar os juros e gastar divisas comprando dólar no mercado – isto é, enxugar gelo–, reduzir os gastos públicos (o que pode encerrar qualquer esperança de recuperação do crescimento econômico) com eles reduzidos espantar os investimentos privados, magros como cadela abandonada, e o investimento estrangeiro.
Desestimulados diante do quadro mediático de incerteza, os ‘investidores’ optam pela certeza de lucros na jogatina das bolsas, aproveitando a alta dos juros.
A imprensa ecoa os ditames da  The Economist, serviçal do FMI, responsável, com direito a autocrítica cínica, à receita imposta à Grécia, mais pobre do que jamais foi e  como nunca sem expectativa de futuro a médio prazo. Contritos como o jacaré que vem de devorar sua presa, batem no peito numa mea culpa cínica para reconhecerem que ‘exageraram’ na receita imposta à Grécia. Quantos já morreram na Grécia? Quantos ainda morrerão? Quem irá para a cadeia ou para a guilhotina? É chegada a hora de um Tribunal Russel para apurar os crimes contra a humanidade, o genocídio cometido pelos tecnoburocratas do FMI e seus chefes, a banca financeira por eles cevada e impune no Brasil e no mundo.
Enquanto a necessidade do país é crescer, crescer e crescer, vêm os neoliberais reclamar  da alta dos gastos, pedir a redução dos salários (que em 2013 já cresceram menos do que em 2012) e conclamar por menos emprego, indiferentes ao custo social que será cobrado ao país. Para baixar a inflação. Querem a depreciação do câmbio (isto é, a menor competitividade de nossos exportações de tudo e maior importação de  tudo) para, diminuir a inflação. Querem matar o doente para que ele não tenha mais dor de cabeça! E, cínicos cobram investimentos para acabar com nossos gargalos de infraestrutura e logística em geral e ao mesmo tempo em que cobram o aumento de gastos e a reclamam redução do superávit primário, com que o governo joga para dispor de mais recursos para mais investimentos. Reclamam do aumento do salário real, da ‘agregação de milhões de consumidores sem a necessária expansão da oferta”, reclamam da expansão do crédito e, até, do “crescimento de 7,5% [do PIB] em 2011 (Claudia Safatle, Valor de 14,15 e 16 de junho).
Há um terrorismo mediático. O objetivo de curto prazo é o governo Dilma mas se não for contido, a vítima será o futuro de nosso pais.
Presidente Dilma, por favor não dê ouvidos aos áulicos da tragédia. Nosso desafio é crescer e nosso povo está interessado em renda (manutenção de seu poder de compra) e emprego. Não deixe o Ministério da Fazenda fazer mais cortes de gastos e ouça – quem diria!- o conselho  de um velho liberal, Antonio Delfim Netto, em seu último artigo na Carta Capital: “Voltar a elevar a taxa de juros real é um caminho ruim, porque em orimeiro lugar valoriza o câmbio e em segundo lugar reduz os investimentos, o que prejudica todo o desenvolvimento futuro”.
Jacob Gorender – Com sua morte, a esquerda marxista brasileira perdeu um de seus mais potentes pensadores (Não era apenas um competente colaborador da coleção ‘Pensadores’, como simplificou Elio Gaspari para mais ressaltar o ‘espírito democrático’ do sr. Victor Civita). Era um gigante, o Jacob,  a quem se deve uma bibliografia descholar, a começar pelo seu monumental O escravismo colonial.   Herói da FEB,  renovador no macilento PCB, líder do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário-PCBR ao lado de Apolônio de Carvalho e Mário Alves, e, como eles, preso e torturado. Nós, seus amigos, tivemos, com Ethel, a ventura de enterrá-lo, direito que não nos foi dado, nem à Dilma, e nem à Lúcia, esposa e filha de Mário Alves, assassinado, sob tortura, nas dependências do quartel da Polícia do Exército, na Tijuca, no Rio de Janeiro, e até hoje ‘desaparecido’.
“Este texto pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte ‘Carta Capital on line